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A ARP nasceu em 1995, data em que foi registada no notário e em que foram aprovados os primeiros estatutos tendo como base a definição da profissão do ICOM 1984 e as directrizes da ECCO.

Em 1996 o presidente da E.C.C.O., Pierre Mason, foi convidado a participar no encontro da ADCR (Associação para o Desenvolvimento da Conservação-Restauro) que teve lugar no Convento da Arrábida, local onde a ARP fez a sua apresentação oficial. Durante os primeiros anos a divulgação da ARP foi feita através de um número especial do boletim da ADCR.

Em 1997 foi eleita uma nova Direcção e os estatutos da associação foram alterados numa Assembleia-geral Extraordinária. As condições de ingresso foram especificadas e a direcção deixou de ter plenos poderes para convidar automaticamente membros activos.
Desde 1980, data em que foram regulamentadas as carreiras de conservação-restauro da Função Pública, coexistiram três níveis de ensino: nível 4 (B.A.); nível 3 (12º ano); nível 2 (9º ano).
A ARP estabeleceu contactos com os sindicatos, com o Ministério da Cultura, e o DGAP (Direcção Geral da Administração Pública) para apresentar uma proposta de regulamentação da carreira de conservação-restauro para o profissional de nível 5, no ante-projecto de reestruturação das carreiras e tentar equipará-lo ao nível de outras carreiras liberais como arquitectura, história de arte, química, etc.

Em 1999 a ARP enviou uma petição à ECCO para se inscrever como membro plenipotenciário. Na altura, a ARP contava com 63 membros activos. Algum tempo depois, ainda em 1999 a ARI (associação profissional italiana) propôs que a ARP participasse como parceiro num projecto ECCO-APEL (Acteurs du Patrimoine Européen et Legislación), o qual foi prontamente aceite. A ARP participou activamente na tradução e na resposta aos inquéritos do projecto APEL assim como teve a seu cargo a organização de um dos Encontros APEL em Lisboa.

Em Maio, desse mesmo ano, teve lugar o 1º Encontro da ARP com a participação de gestores do património de museus privados e estatais, da igreja, das misericórdias e dos municípios. Todos se mostraram interessados na apresentação da associação e no trabalho do conservador-restaurador. O sucesso desta iniciativa proporcionou a elaboração do 2º Encontro em 2000.

Em Novembro de 2000, decorreu o 2º Encontro Nacional subordinado ao tema Conservação e Restauro do Património - Riscos, Prevenção, Segurança, Ética e Lei. Neste evento contámos com a participação de vários especialistas em diversas áreas científicas e culturais, tendo sido convidado, o então presidente da ECCO, Stephen Pénnec, para apresentar a ECCO e os objectivos do projecto APEL.

Em 2000 foi renovada a candidatura à ECCO e finalmente em Junho de 2001, a ARP foi aceite como membro plenipotenciário.

Em 2000/2001 a ARP é convidada a participar num projecto do IPCR (Instituto Português de Conservação e Restauro) sobre a certificação de profissionais como responsáveis por projectos de intervenção em conservação-restauro.

Em Fevereiro de 2001 esse nível 5 foi atingido através do DL 55/2001 e, a figura do conservador-restaurador foi reconhecida como equivalente ao conservador de museu, arquitecto, etc. No entanto, nesta nova legislação continuam a existir os níveis 4 e 3. A ARP encara este facto como um problema pois a maior parte destes profissionais trabalham no privado e não existe controlo ou supervisão da sua actuação, como está regulamentado nas suas competências.

Em Março de 2002, na Assembleia Geral da ECCO, o delegado da ARP foi convidado para fazer parte dos corpos sociais (Committee) e para coordenar o grupo de trabalho formação, qualificação e prática.

Em Setembro de 2002, como coordenador do grupo de trabalho da ECCO, formação, qualificação e prática, o delegado da ARP esteve presente num 1º encontro de trabalho entre a ECCO e a ENCoRE (European Network for Conservation-Restoration Education), em Antuérpia, aonde se elaborou um documento de discussão sobre a regulamentação da formação em conservação-restauro para ser aprovado entre as duas organizações e posteriormente apresentado ao Conselho da Europa para regulamentar a profissão e o ensino. Esse documento passou a ser conhecido como ECCO-ENCoRE joint paper.

Em 2002 registou-se a publicação das actas do 2º Encontro Nacional a “Conservação e Restauro do Património - Riscos, Prevenção, Segurança, Ética e Lei”.

Em Novembro de 2002 decorreu o 3º Encontro Nacional subordinado ao tema a “Conservação e Restauro do Património - Modos de Ver”. Este Encontro contou com a participação da ECCO tendo sido apresentado oficialmente o projecto APEL. Neste contexto foram também distribuídos pelos sócios, o boletim da ECCO e directrizes do projecto APEL.

Ainda no mês de Novembro a ARP participou na organização do workshop “Conservar em Arqueologia” promovido pela APA (Associação Profissional de Arqueólogos).

Durante 2003 foram criadas as ferramentas para que no ínicio de 2004 fosse criada uma maior visibilidade da ARP através de um site na Internet, o qual tem sido gradualmente alargado.

Em Julho de 2004, em Assembleia Geral Extraordinária, foi aprovado um novo regulamento interno, regulamentando treze áreas de especialidade.

A revista científica Conservar Património teve o seu início em 2005, após o empenhamento de vários sócios que se mantiveram no anonimato. Esta iniciativa aposta numa periodicidade semestral.
 
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